A migração é um desejo antigo dos
radiodifusores, que enfrentam cada vez mais dificuldades com a faixa AM,
por causa das interferências no sinal. A proposta foi feita pela
Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), em
parceria com entidades estaduais.
A estimativa da Abert é que 90% das
1.784 emissoras AM passarão a operar na faixa FM. Nesta frequência, as
rádios ganharão qualidade de áudio e de conteúdo, competitividade e
poderão ser acessadas por meio de telefones celulares.
O dia 7 de novembro é simbólico para o
setor, porque é o Dia do Radialista. Segundo o ministro das
Comunicações, Paulo Bernardo, a migração das rádios será opcional. Ele
disse que o ministério não dará mais outorgas para AM, a fim de
substituir, aos poucos, pela FM.
“A rádio AM está perdendo qualidade, ela
tem uma frequência muito difícil. Então, nas grandes cidades,
principalmente, é muito difícil você sintonizar as rádios AM. Às vezes
ela pega, às vezes não pega. Nos rádios de automóveis, por exemplo, nem
tem mais onde sintonizar rádio AM. Então, significa que uma grande
parcela dos receptores nem tem como sintonizar”, disse o ministro
recentemente, no programa Bom Dia, Ministro. O programa é produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços.
Com Agência Brasil
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