Vândalos disfarçados de torcedores promovem guerra na arquibancada e mancham o futebol
O confronto entre Atlético-PR e Vasco valia a permanência no
G-4, para o primeiro, e a saída do Z-4, para o segundo, mas o maior
drama na Arena Joinville não teve nada a ver com esporte. Aos 17 minutos
do primeiro tempo, quando o time paranaense já vencia por 1 a 0,
vândalos deram início a uma guerra nas arquibancadas. Sem policiamento
no estádio, torcedores protagonizaram cenas de barbárie, levando à
interrupção da partida. A PM de Santa Catarina tentou justificar a sua
ausência dizendo que foi acertado que a segurança seria feita por uma
empresa privada.
Quatro feridos foram levados para o Hospital São José, em Joinville: Estevão Viana, de 24 anos, e William Batista, de 19, torcedores do Atlético-PR; Gabriel Ferreira Vital e Diogo Cordeiro da Costa Ferreira, ambos de 29 anos e torcedores do Vasco. Segundo nota oficial do hospital, Willian Batista é o que está em pior estado, com traumatismo craniano. Estevão e Gabriel também inspiram cuidados especiais. Diogo recebeu alta ontem mesmo.
Os jogadores dos dois times correram em direção à arquibancada para pedir calma</CW>, mas, ao perceberem que torcedores estavam sendo espancados, entraram em pânico. Luiz Alberto, do Atlético-PR, chorava copiosamente.
Segundo o comandante do 8º BPM, tenente-coronel Adílson Moreira, a Polícia Militar e o Ministério Público de Santa Catarina entendem que jogos de futebol são eventos privados e, por isso, devem ter a segurança feita por empresas particulares.
"A Polícia Militar tinha que fazer o policiamento na parte externa", disse o comandante, que depois colocou policiais no estádio para o reinício do jogo.
'Em 20 anos, nunca vivenciei isso'
Uma mistura de espanto, tristeza e revolta tomou conta dos jogadores de Atlético-PR e Vasco durante e depois da confusão que se alastrou pelas arquibancadas da Arena Joinville. O mais emocionado, Luiz Alberto afirmou que nunca havia presenciado tamanha brutalidade no futebol.
"Tenho 20 anos de carreira, nunca vivenciei isso na minha vida. Nunca tinha passado por isso, lamento muito. Isso envolve muitas coisas", disse o zagueiro do Furacão.
"Eu pude observar tudo. Foi feio, Nossa Senhora!", emendou o goleiro Alessandro, do Vasco.
Clubes queriam adiamento
Diante da grave situação na arquibancada, integrantes de ambos os clubes afirmavam que o jogo deveria ser remarcado. "Não estão respeitando o que é mais importante: a vida. Não é o rebaixamento nem nada. Não estamos pensando em primeira ou segunda divisão. Estamos pensando em vidas", disse o presidente do Vasco, Roberto Dinamite.
Técnico do Atlético-PR, Vagner Mancini fez coro: "Não sei o que pode acontecer com um novo gol no jogo".
Pedro Ken, do Vasco, estava preocupado porque seus pais estavam na arquibancada. Mas eles nada sofreram.
Quatro feridos foram levados para o Hospital São José, em Joinville: Estevão Viana, de 24 anos, e William Batista, de 19, torcedores do Atlético-PR; Gabriel Ferreira Vital e Diogo Cordeiro da Costa Ferreira, ambos de 29 anos e torcedores do Vasco. Segundo nota oficial do hospital, Willian Batista é o que está em pior estado, com traumatismo craniano. Estevão e Gabriel também inspiram cuidados especiais. Diogo recebeu alta ontem mesmo.
Os jogadores dos dois times correram em direção à arquibancada para pedir calma</CW>, mas, ao perceberem que torcedores estavam sendo espancados, entraram em pânico. Luiz Alberto, do Atlético-PR, chorava copiosamente.
Segundo o comandante do 8º BPM, tenente-coronel Adílson Moreira, a Polícia Militar e o Ministério Público de Santa Catarina entendem que jogos de futebol são eventos privados e, por isso, devem ter a segurança feita por empresas particulares.
"A Polícia Militar tinha que fazer o policiamento na parte externa", disse o comandante, que depois colocou policiais no estádio para o reinício do jogo.
'Em 20 anos, nunca vivenciei isso'
Uma mistura de espanto, tristeza e revolta tomou conta dos jogadores de Atlético-PR e Vasco durante e depois da confusão que se alastrou pelas arquibancadas da Arena Joinville. O mais emocionado, Luiz Alberto afirmou que nunca havia presenciado tamanha brutalidade no futebol.
"Tenho 20 anos de carreira, nunca vivenciei isso na minha vida. Nunca tinha passado por isso, lamento muito. Isso envolve muitas coisas", disse o zagueiro do Furacão.
"Eu pude observar tudo. Foi feio, Nossa Senhora!", emendou o goleiro Alessandro, do Vasco.
Clubes queriam adiamento
Diante da grave situação na arquibancada, integrantes de ambos os clubes afirmavam que o jogo deveria ser remarcado. "Não estão respeitando o que é mais importante: a vida. Não é o rebaixamento nem nada. Não estamos pensando em primeira ou segunda divisão. Estamos pensando em vidas", disse o presidente do Vasco, Roberto Dinamite.
Técnico do Atlético-PR, Vagner Mancini fez coro: "Não sei o que pode acontecer com um novo gol no jogo".
Pedro Ken, do Vasco, estava preocupado porque seus pais estavam na arquibancada. Mas eles nada sofreram.
Nenhum comentário:
Postar um comentário