sábado, 3 de maio de 2014

Responsável por fornecer pó para o CV ia fazer plástica e lipo para viver no estrangeiro Eduardo Herculano da Silva, o Avião

Avião queria mudar a ‘carcaça’ e voar do Rio

Responsável por fornecer pó para o CV ia fazer plástica e lipo para viver no estrangeiro
Eduardo Herculano da Silva, o Avião, de 41 anos, pretendia se submeter, em breve, a cirurgias plásticas e lipoaspirações para ficar irreconhecível e viver no exterior. O suspeito, que, segundo a Polícia Civil, abastecia favelas cariocas com até cinco toneladas de cocaína por mês e era considerado o principal elo do Comando Vermelho (CV) com o tráfico internacional, contou o seu plano logo após ser preso na noite de quarta-feira por agentes da 21ª DP (Bonsucesso) na Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré. Ele já foi encaminhado para o presídio Bangu 1.
"Ele disse que se não fosse preso naquele momento, não seria encontrado mais. Ele afirmou que pretendia fazer uma plástica, lipoaspiração e fugir do Brasil", disse o delegado Delmir Gouvêa, titular da 21ª DP e responsável pelo caso.
O acusado afirmou também que as remessas de 200 kg de pasta-base de cocaína, em média, saíam da Bolívia e chegavam ao Complexo da Maré escondidas em rodas de caminhões que cortavam estados brasileiros pelas rodovias. Após a endolação, a quantidade de cocaína aumentava bastante. "Eram poucas remessas, mas que proporcionavam lucros astronômicos. Cada quilo de cocaína em estado bruto era comprado por 6 mil dólares (cerca de R$ 13 mil). Porém, uma vez diluído, rendia até R$ 30 mil", afirmou o delegado.

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